Orlando Rollo e José Carlos Peres não se entendem mais na presidência (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Vice Orlando Rollo detona trabalho de Peres no Santos; presidente pede união

Não é segredo para ninguém que o presidente do Santos, José Carlos Peres, e o vice Orlando Rollo não se entendem mais nos bastidores da Vila Belmiro. Mas, desta vez, a coisa tende a piorar. Um dia depois da reunião do Comitê de Gestão, onde ambos trocaram ataques ao divergirem sobre demissões em vários setores do Clube, o vice demonstrou total insatisfação e criticou o companheiro de chapa publicamente.

“Administrativamente, sim, estamos rachados. E uma mudança nesse cenário não depende de mim, depende do presidente. Ele se cercou de duas pessoas. Uma delas o (Daniel) Bykoff, seu assessor jurídico, a quem deu super-poderes. E um outro assessor, que trata de isolar o Peres de todo mundo. Peres só ouve o que interessa a ele. Só ouve quem elogia a gestão”, disse Rollo em entrevista ao Lance.

“Estou insatisfeito com a gestão de um modo geral. Dou nota dois para a gestão desde que assumimos. Eu só lamento por ter tão pouco espaço para poder ajudar. Eu quero ajudar. Não quero mais do que isso. Nós divergimos. Acho a gestão pífia. E não sou só eu. O próprio relatório do Conselho Fiscal diz isso. Peres toma atitudes da cabeça dele, sem nos consultar “, complementou.

Rollo ficou mais insatisfeito após o organograma proposto pelo presidente na reunião de ontem, que tira ainda mais sua autonomia. No caso, os esportes olímpicos seriam extintos, o futebol feminino se juntaria ao masculino e a segurança ao administrativo. Se isso acontecer, o vice praticamente não teria função na diretoria. Além disso, Peres também sugeriu a demissão de alguns “braços direito” de Rollo.

Ao mesmo tempo em que o vice concedia entrevista ao Lance, o chefe maior do Santos apresentava Ricardo Gomes como o novo executivo de Futebol. Durante a entrevista coletiva aos jornalistas, ele pediu união de todos dentro do Clube para elevar a marca e colocar o Santos nos trilhos.

“Quando sai de assumir o Clube e atender questão política, é difícil. Queremos do Santos agora a profissionalização. Profissionalizamos o Marketing e o Jurídico. Ricardo Gomes também. Cuidando apenas do futebol, sem política. E temos o Ricardo Feijoo, profissional de mercado. Estamos ancorados na profissionalização. Admissões e demissões não devem ser tomadas por nós, mas de forma técnica, com meritocracia, sempre por meio do RH. Queremos trazer profissionais de mercado que não se envolvam em política. Santos já é forte, imaginam se formos profissionais? Santos tem uma das maiores marcas do mundo. Essa profissionalização tem que cortar na carne. Eu cortei tudo. Santos em primeiro lugar… Precisamos de união e agenda positiva. Essa marca merece”, disse o dirigente.

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