Jorge Sampaoli teve de ver o jogo em uma das cabines do Independência (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Santistas admitem incômodo por ausência de Sampaoli em empate: “Fez falta”

Pela primeira vez desde a chegada de Jorge Sampaoli, o Santos não pôde ser comandado pelo argentino à beira do gramado no empate sem gols contra o Atlético-MG, na última quarta-feira, no Independência, em Belo Horizonte, pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

Por conta da expulsão após a partida contra o Vasco, em São Januário, na fase anterior da competição nacional, o treinador teve de cumprir suspensão automática em Minas – ele se livrou de uma punição maior no STJD por admitir o xingamento contra os árbitros. Ainda assim, ele participou da preleção no vestiário do Horto e assistiu, bastante inquieto, o duelo em um dos camarotes do Independência.

O seu substituto foi o auxiliar Jorge Desio que, apesar da semelhança física, não tem os mesmos “toques” de Sampaoli. Desio até se movimentou bastante durante o jogo, chegou a “invadir” o gramado em um momento para passar orientações aos jogadores, mas deu bem menos trabalho ao quarto árbitro. Com Sampaoli e sua falta de paciência, as broncas costumam ser frequentes.

Após a partida, os jogadores do Santos admitiram que sentiram falta de ver a “energia” do treinador.

“Faz falta o treinador. Mas a gente sabia que ele estaria lá em cima, ele deu a preleção. Não sei se mudaria a nossa forma de jogar com ele lá dentro. O time está de parabéns, lutou muito. A gente fez um bom jogo”, disse Jean Mota.

“Ele é um comandante, uma pessoa importante para nós. O Jorge é um grande treinador. Faltou um pouco do Sampaoli andando de um lado para o outro (risos). A gente acaba percebendo quando ele está ausente da área técnica”, emendou Everson.

Com Sampaoli liberado para comandar a equipe, o Santos volta a campo no próximo sábado (18), às 19h, contra o Palmeiras, no Pacaembu, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

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