Orlando Rollo, vice-presidente do Santos (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Rollo diz não ter apego pelo poder e estuda renunciar em caso de impeachment de Peres

Um dia depois de José Carlos Peres abrir guerra pública contra o vice, Orlando Rollo convocou uma entrevista coletiva nesta quinta-feira (13), em um hotel em Santos, para rebater as críticas do presidente e dar sua versão sobre os últimos acontecimentos nos bastidores do Alvinegro. Minutos antes, Peres voltou a detonar o vice em conversas com os jornalistas, no CT Rei Pelé.

Rollo revelou que, caso os dois processos de impeachment contra o mandatário sejam aprovados pelos sócios em votação no dia 29 de setembro, ele estudará a renúncia. Antes disso, no entanto, o vice conversará com aliados para saber se a melhor solução seria assumir ou não a presidência.

“Os conselheiros que eu indiquei, por orientação minha, votaram contra o impeachment. Nenhum conselheiro ligado a mim assinou processo de impeachment. Diversos grupos nos apoiaram e todas as chapas votaram a favor do impeachment. Alguns da chapa votaram a favor do impeachment, mas não tenho poder sobre eles. Virei vilão da vida do presidente, culpado por todas as mazelas e ele orientado pela equipe de Marketing que ele contratou, colocou e está embutindo na cabeça de todos que dia 29 será uma assembleia geral que decide entre os presidentes Orlando Rollo e José Carlos Peres. Não sou candidato e não estou sendo julgado. Julgado é ele por infringir o estatuto. Não tenho apego nenhum ao poder. Conversei com a minha base de conselheiros, meus aliados, e tomarei a seguinte posição: se Peres sofrer o impeachment, eu vou conversar com as forças vivas do Clube, as maiores lideranças expressivas de todos os grupos, ex-presidentes e do conselho, e vamos avaliar em conjunto de maneira democrática o melhor para pacificar o Santos. Se for o melhor, eu renuncio. Se for o melhor, assim o farei. Está gravado. Santos Futebol Clube está acima de tudo e todos”, disse Rollo.

Rollo também respondeu uma pergunta com o seguinte cenário: caso Peres continue, você manteria seu cargo na vice-presidência? Enfático, o dirigente falou que não pode trair quem confiou nele na última eleição de dezembro de 2017. A chapa de Orlando e Peres foi eleita com 1.851 votos.

“Não posso trair quem confiou em mim. Tivemos maior votação da história e ele não foi eleito sozinho. Foi eleito comigo e coalizão de diversas correntes. Não posso virar as costas. Vou continuar no Comitê de Gestão, indo nas reuniões e apoiando o Peres quando necessário”, completou.

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