Peres e Rollo
Peres admitiu divergências com Orlando Rollo no Santos (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Vice dá nota 0,5 para gestão de presidente e crê que está pronto para assumir o Santos se necessário

Depois de ser duramente criticado pelo presidente José Carlos Peres, o vice Orlando Rollo diminuiu a nota dada para a gestão do companheiro de chapa. Em junho, ele havia dado nota 2 para a gestão do presidente e, nesta quinta-feira (13), diminuiu para 0,5, sendo a contratação do técnico Cuca e a restauração do Marketing, com Marcelo Frazão no comando do departamento, as únicas salvações no Santos.

“Quando dei nota dois para a gestão, ainda arredondei para cima. Fui muito generoso na nota. Hoje eu não daria meio. Talvez ele não zerasse por causa do Cuca, que diga-se de passagem a gente insistiu, e nosso Marketing, que começou a engrenar. Naquela oportunidade, não me licenciei, fiz um requerimento com consulta à Comissão de Estatuto, perguntando de que forma eu deveria me licenciar porque estatuto é omisso nesses casos. Resposta não me satisfez. Por isso que eu não pedi a licença”, disse Rollo.

Além disso, o vice desmentiu que tenha se planejado para assumir a presidência em caso de impedimento de Peres, mas admitiu que está preparado para ficar à frente do cargo de mandatário se necessário. Antes disso, no entanto, consultará as “forças vivas” do Santos para saber se isso seria o melhor.

“Não há planejamento para que eu assuma a presidência. Se isso vier a ocorrer, experiência vai contar muito e posso dizer que estarei preparado se assim for. Nunca pensei nisso e nem participei do processo de impeachment”, complementou o dirigente.

Veja outros trechos da coletiva de Orlando Rollo:

Peres centralizador e atribuições na vice-presidência

Ele me deu as atribuições, mas nunca entregou de fato. O gestor do futebol feminino, Alessandro, é ex-genro dele, indicado por ele, não é do meu grupo. Às vezes a mentira contada várias vezes vira verdade. Não tenho gerência sobre as três áreas (futebol feminino, esportes olímpicos e segurança). Quem tem que assinar não sou eu, o vice, é o presidente que restringiu poder do Comitê de Gestão. Minha função era de um despachante. Conversavam comigo e ia falar com Peres e sugestões eram aprovadas ou reprovadas. Atuava mais na gerência dos esportes olímpicos. Herdamos quatro e temos 25, agora é referência nacional e elogiado pelo prefeito de Santos e Secretaria de Esportes.

Queriam alguns requisitos de tempo máximo, mínimo, motivo, especificação médica. Foi bem ampla. Sobre a promessa de gerência do Futebol, apesar disso ser muito divulgado pela imprensa, Peres nunca me prometeu isso. Nunca falou que eu seria responsável pelo futebol. Quando fui eleito vice, fui eleito vice do Clube inteiro. Vice do futebol, administração, dos esportes olímpicos, de todas as áreas e não três áreas específicas.

Racha começou quando?

Sinergia acabou no dia seguinte. Por parte do Peres. Quando chegamos para a transição, Peres não me convidou, eu fui porque soube. Me surpreendi quando não tinha pessoas indicadas por nosso grupo e de coalizão. A partir do dia seguinte começou a surgir o desgaste que se aflorou. A falta de habilidade administrativa e política do Peres colocou ele nessa situação de aflorar esse processo de impeachment.

Se assumir, vai mandar menos jogos na capital?

Não vou manter a sequência de jogos porque não é cumprida. Prometemos 50% em São Paulo e 50% na Vila, a gente não alcança tudo. Temos cerca de 30%. Caso eu venha ser presidente assumindo a partir do dia 29, vou manter a média de 50% e mais: quero eventualmente manter alguns jogos no interior.

Marcelo Frazão, executivo de Marketing e Comunicação, continua caso assuma?

Em relação ao Marketing, Frazão faz um excelente trabalho, muito bom profissional. Um acerto da gestão. Se eu for empossado, vamos reunir o Comitê de Gestão. Nada pode se decidir sozinho. E através da meritocracia e democracia, se o CG achar por bem manter Marcelo Frazão, ele vai ficar. Eu vou votar para ficar.

Auditoria contratada por Peres vai continuar?

Auditoria eu vou continuar, estender essa auditoria, não será seletiva como é feita. Eu não vi contrato do Peres quando prestou serviço na gestão do Modesto Roma. Se fosse ampla, contrato do Peres apareceria mesmo se tudo estivesse certo. Foi uma auditoria seletiva. A auditoria que vamos propor, caso eu seja presidente, porque não sou candidato a nada, será total, irrestrita e vamos para cima das contas do ex-presidente Modesto Roma, contas do Odilio e mais: auditoria também vai pegar os primeiros oito meses de gestão.

E se Peres continuar?

Pelo Peres, Clube está ingovernável. Ele tinha que ter essa percepção e se ligar. Ele tentou emplacar três gestores e foram rejeitados. Eram três excelentes nomes, mas ojeriza política não permite mais que dê continuidade à administração.

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