Peres, presidente do Santos (Foto: Ivan Storti/Santos FC)
Peres falou que nunca pensou em contratar Nenê (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Pressionado, Peres descarta renúncia e diz que impeachment virou moda

Pressão por todos lados. Assim está sendo a vida de José Carlos Peres na presidência do Santos. De um lado, insatisfeito com a administração, o vice Orlando Rollo cogita se licenciar do cargo. Do outro, o Comitê de Gestão, que também perdeu a paciência com o chefe maior, já cogita, por unanimidade, deixar a diretoria se algo não mudar radicalmente nos próximos dias. Mas não é só isso. Conselheiros e torcedores, especialmente aqueles mais engajados na política, também fazem coro pela saída do dirigente.

Segundo pessoas ligadas à diretoria, inclusive, o mandatário será alvo de novos processos de impeachment. Desta vez, ao contrário do que o primeiro levado ao presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, em abril, estes novos documentos prometem ter base suficiente para derrubá-lo.

Mas, em meio a esse turbilhão de ataques, Peres parece tranquilo e diz que não renunciará do cargo mais importante do Santos. Uma reunião nesta quinta-feira está marcada entre o presidente, membros do CG e conselheiros para falar sobre o assunto e encontrar um caminho para todos os lados.

“Renunciar não, estou aqui para cumprir meu mandato. Não existe hipótese. Falam em impeachment, acontece na Bahia, no Rio de Janeiro, virou moda. Impeachment tem que ter dolo e não tem dolo. Falaram que eu era tirano, porque demiti e coisa e tal, mas não tem fundamento. Tenho plena certeza disso. Tenho certeza que não vai ter impeachment”, disse o cartola, que espera apoio de Rollo neste momento.

“Sempre vou pedir para ele ficar. Ele foi eleito comigo e a gente tem de estar junto. Temos mandato de dois anos e meio ainda e vamos fazer valer. Nosso programa é junto, não é programa meu. Temos 11 itens de programa. Temos auditoria e ela vai até as últimas consequências”, emendou.

Peres é considerado por todos os membros da direção um profissional centralizador, que decide praticamente tudo sozinho no Santos. Para piorar sua situação, entre outras coisas, o Peixe encerrou o primeiro trimestre do ano com um déficit de mais de R$ 18 milhões e contratou um zagueiro equatoriano de maneira suspeita. O jogador, considerado um novo Mina, é uma aposta pessoal do presidente.

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