Santos e Cruzeiro no Mineirão (Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C)

Prejudicado, Santos luta até o fim, mas cai nas quartas da Copa do Brasil

O Santos encerrou sua participação na Copa do Brasil! Depois de perder por 1 a 0 na ida, na Vila Belmiro, o Alvinegro conseguiu a virada sobre o Cruzeiro por 2 a 1 no tempo normal nesta quarta-feira (15), no Mineirão, em Minas Gerais, pela volta das quartas de final da competição. Mas, nas penalidades máximas, a Raposa levou a melhor e venceu por 3 a 0.

No primeiro tempo, o Santos até foi bem, dominou o time rival em seu campo de ataque, mas acabou tomando um gol de Thiago Neves logo no início. Gabigol empatou na sequência e deu sobrevida ao Peixe. No segundo tempo, quando a igualdade no marcador era certa, Bruno Henrique marcou um belo tento de cabeça após cruzamento de Rodrygo e levou a decisão para os pênaltis.

Antes disso, quando ainda faltava alguns segundos para o fim da partida entre o minuto 49 e 50, o árbitro Rodolpho Toski apontou para o centro de campo em um lance que envolvia um contra-ataque do Santos para desespero de todos os jogadores do elenco. Nas cobranças, o Peixe não foi bem e Bruno Henrique, Rodrygo e Jean Mota viram suas penalidades serem defendidas pelo goleiro Fábio.

Agora, o Santos volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. No próximo sábado (18), às 16h, na Vila Belmiro, o time do técnico Cuca encara o Sport, pela décima nona rodada do torneio nacional. O Peixe é apenas o décimo sétimo colocado, com 18 pontos, e tenta deixar a zona de rebaixamento.

A partida

Cruzeiro e Santos fizeram um primeiro tempo bem equilibrado no Mineirão. E o time da casa, melhor no início, abriu o placar. Aos 12 minutos, Thiago Neves recebeu na direita, cortou para dentro e finalizou rasteiro. A bola passou por Gustavo Henrique, surpreendeu Vanderlei e foi parar no fundo das redes.

Depois de tomar o gol da Raposa, o Santos se lançou ao ataque em busca do empate para continuar sonhando com a classificação no torneio mata-mata. Aos 14, Arthur Gomes cruzou e Gustavo Henrique desviou de cabeça no segundo pau. Ela passou muito perto da trave do goleiro Fábio.

Aos 26, em ótima jogada pelo lado direito do Cruzeiro, Edílson fez tabela com Robinho e cruzou rasteiro. Arrascaeta desviou de carrinho e acertou a trave. Mas, para colocar fogo no jogo, Gabriel recebeu de Dodô e chutou rasteiro, de fora da área, e conseguiu vencer o goleiro Fábio para empatar a partida.

Aos nove minutos da etapa final, Dedé aproveitou cruzamento de escanteio e cabeceou para acertar o travessão do goleiro Vanderlei. Foi a segunda bola na trave dos cruzeirenses no jogo. Na sequência, Edílson recebeu de Barcos e tocou por cima do goleiro Vanderlei. Lucas Veríssimo afastou em cima da linha.

E, quando todo mundo acreditava que o placar não seria mais movimentado, o Santos levou a decisão para as penalidades máximas. Aos 38, Rodrygo recebeu de Gabriel na direita e cruzou para Bruno Henrique desviar de cabeça e acertar o ângulo de Fábio. No último lance da partida, o árbitro acabou o jogo no meio do contra-ataque do Santos. Gabigol sairia sozinho em direção ao gol para desespero dos jogadores do Santos, que reclamaram muito com a arbitragem. O goleiro reserva Vladimir, inclusive, foi expulso.

Nas cobranças, Lucas Silva, Raniel e David converteram, enquanto Bruno Henrique, Rodrygo e Jean Mota perderam.

FICHA TÉCNICA

Cruzeiro 1 (3) x 2 (0) Santos

Copa do Brasil – Quartas de final (Jogo de volta)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte
Gols: Thiago Neves, aos 12, e Gabigol, aos 41 minutos do 1º Tempo; Bruno Henrique, aos 38 minutos do 2º Tempo
Árbitro: Rodolpho Taski Marqes (PR)
Cartões amarelos: Edilson, Gustavo Henrique, Dodô, Bruno Henrique, Gabigol e Vladimir (no banco de reservas)
Cartão vermelho: Vladimir (no banco de reservas)

Cruzeiro: Fábio; Edilson; Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva e Robinho (Rafinha), Thiago Neves e Arrascaeta (David); Barcos (Raniel). Técnico: Mano Menezes

Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe (Gustavo Henrique) e Dodô; Renato (Daniel Guedes) e Diego Pituca; Arthur Gomes (Jean Mota), Rodrygo, Gabigol e Bruno Henrique. Técnico: Cuca

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