Peres quer mandar todos os jogos do Santos na Libertadores na capital (Foto: Ivan Storti/Santos FC)
Peres quer mandar todos os jogos do Santos na Libertadores na capital (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Reaproximação com Neymar, jogos da Libertadores no Pacaembu e limite por Gabigol: a entrevista de José Carlos Peres

O presidente do Santos, José Carlos Peres, afirmou nesta quinta-feira (12), durante entrevista coletiva na Vila Belmiro, que pretende mandar todos os jogos da Libertadores deste ano como mandante no Pacaembu, na capital paulista.

Com isso, o mandatário espera que o Clube consiga mais renda de bilheteria. O estádio em questão pode receber 40 mil torcedores, enquanto a Vila comporta apenas 16 mil santistas. Como prometeu durante sua campanha, ele quer fazer ao menos metade das partidas da equipe em São Paulo.

Peres também justificou a decisão por causa de um regulamento da Conmebol. Ele afirmou que o mínimo de capacidade dos estádios agora é de 30 mil pessoas. No entanto, o documento só prevê essa capacidade a partir das semifinais – são 10 mil para a fase de grupos e 20 mil para as oitavas e quartas.

“Vamos jogar bastante no Pacaembu. Na Libertadores, considerando o novo regulamento, eu sou obrigado a jogar num estádio maior, por isso optei pelo Pacaembu, acho que vai dar para ganhar bastante dinheiro em todos os jogos da Libertadores, apesar que eu ainda vou negociar e tentar tentar trazer pelo menos uns dois jogos para a Vila Belmiro.”

“Agora o estádio tem que ter uma dimensão, tem que ser adaptado. O mínimo agora é 30 mil e 30 não é 18 e não é 20, ou a gente pega a Vila, dá uma arrumada, e faz um estádio para 30 ou 35 mil pessoas, ou a gente vai ter que jogar em São Paulo. No Paulista, vamos jogar 50% lá, já confirmei. Campeonato Brasileiro também. Já oficializei e tanto a CBF quanto a FPF já confirmaram a ideia”, disse o cartola.

Durante a entrevista, o mandatário disse também que chegou no limite por Gabigol, espera se reaproximar de Neymar, desafeto da antiga gestão, e comentou sobre a negociação com o Spartak Moscou, da Rússia, pelo zagueiro Lucas Veríssimo.

Confira:

Proposta feita por Gabigol, que ainda busca a liberação da Internazionale de Milão para retornar à Baixada Santista

Diria pra você que nós não temos que viajar (para a Itália), nossa proposta foi feita e estamos aguardando. Agora tem que ter o esforço do lado do atleta também, mas o nosso lado está fechado. A gente não vai além porque nós chegamos no limite e nós não vamos comprometer o clube mais do que ele já está comprometido. Depende só da Inter, é difícil, estamos falando de um jogador que tem um grande nome no Brasil, sempre jogou bem no Santos. Por questões óbvias, se o treinador não gosta, não escala, o europeu é assim. É um menino que é nosso ídolo, preenche todas as condições para vestir a camisa do Santos, mas não depende mais da gente. O Santos chegou no seu sacrifício máximo e agora é esperar.

Buscar a reaproximação com Neymar, desafeto da antiga gestão

Ele falou para amigos (que falou que torcia para o Palmeiras na infância) porque estava com bronca. Não se pode maltratar um ídolo. Toda vez que você for mentiroso, enganar, trapacear ou ser estúpido com a pessoa, ela não vai gostar. E o nosso ídolo (Neymar) acha que foi agredido pelo antigo gestor. Estamos nos aproximando bastante dele. Ele já está bem próximo de nós. Nós lutamos para ele dizer: “Quando eu parar de jogar, eu quero estar no Santos”. É isso que a gente quer que ele fale. Ele nasceu aqui. Não tem sentido jogar em outro time do Brasil que não seja o Santos. Ele vai ser tratado bem. A gente já o convidou para vir aqui. Outro dia o Gabigol apareceu no CT, deu um susto em todo mundo. O Neymar está próximo da gente. Ele voltará a viver conosco. O carinho do Santos com ex-ídolos, independentemente de ser o Neymar ou não, precisa ser estudado. Estamos trabalhando com os assessores, os pais. Tanto que quando a gente ganhou a eleição, o Neymar já tuitou, mostrou a cara. Agora estou tranquilo. Ele sabe que a nossa intenção é tratar bem os nossos ídolos.

Vender ou não Lucas Veríssimo (o zagueiro recebeu uma proposta do Spartak Moscou, da Rússia, recentemente. Os valores, porém, não agradaram a diretoria e o Comitê de Gestão)

O que chegou para nós é baixo. A gente já respondeu para o time lá que vai ter que melhorar se quiser levar. Se não quiser levar, deixa como está porque o Santos tem 80% dos direitos, está nos planos do Jair e não posso tirar um jogador dele sem dar um outro em troca. Nos valores vai sobrar muito pouco pra contratar, hoje qualquer jogador está em um preço absurdo. Aí vocês vão falar: mas de zagueiro está bom (de peças no elenco). Não, zagueiro também está em falta porque a gente vai jogar uma Libertadores e não podemos perder jogador, né? A gente está tendo dificuldade para contratar, tudo tem que ter o dinheiro na frente… A ideia é não vender, a não ser que venha um valor acima das expectativas.

Santos fez uma contraproposta aos russos para topar vendê-lo? 

Não, a nossa estratégia em relação a qualquer jogador do Santos a ser vendido mudou bastante. Na nossa gestão a estratégia é sempre esperar o máximo do outro lado para ver se interessa, então a gente falou: não, não interessa. É pouco, daí vai pra eles, daí eles aumentam um pouquinho, até um ponto que o CG disser que estamos num patamar bom, porque não adianta vender para não resolver os nosso problemas. Precisa vir um valor para resolver os nossos problemas.

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