Rodrygo foi vendido ao Real Madrid (Djalma Vassão/Gazeta Press)

Jair fala sobre ausência de Rodrygo em vitória: “Não somos dependentes de um jogador”

A negociação de Rodrygo junto ao Real Madrid causou um desconforto no Santos. Como estava prestes a assinar com o Clube merengue, o jovem de 17 anos “abandonou” a delegação santista antes do embarque para o Rio de Janeiro, onde o Peixe venceu o Fluminense por 1 a 0 nesta quarta-feira, no Maracanã.

Para piorar a situação, mesmo com a negociação bem encaminhada, o Santos e o estafe do jogador apenas deixaram a transferência apalavrada em reunião realizada no horário do jogo, na Vila Belmiro, mas não assinaram qualquer vínculo com os merengues. Ou seja, ele poderia ter participado do confronto sem que houvesse qualquer problema. No entanto, havia pelo lado dos representantes do jogador o temor de que o garoto se machucasse antes da assinatura do contrato milionário com o time espanhol.

Em entrevista coletiva após o triunfo, o técnico Jair Ventura falou sobre o assunto.

“Além da pressão, você perde um jogador diferenciado no dia do jogo. Cabe ao treinador encontrar alternativas. Quando consegue, mantém o trabalho. Quando não consegue, ele é demitido. Lógico que o Rodrygo fez falta, mas não podemos ser dependente de um jogador. Todos têm sua importância. Agora é uma situação Clube e representantes do atleta. Todos sabem o carinho que tenho pelo Rodrygo, é uma joia. Que possa dar tudo certo e que possa ser bom para o jogador e o Clube”, disse o comandante.

Santos e Real selaram a saída do Menino da Vila por 45 milhões de euros – a multa rescisória era de 50 milhões de euros. A diretoria fez questão que o Santos receba 40 milhões de euros, o equivalente a 80% da multa rescisória de Rodrygo, no qual o Alvinegro Praiano tem direito por contrato.

O acordo é para que Rodrygo se apresente ao Real Madrid em julho de 2019, quando completará 18 anos e seis meses. O estafe de Rodrygo, que ficaria com 20% dos direitos do valor da multa rescisória (10 milhões de euros), abriu mão de metade dessa quantia para que o negócio fosse concluído.

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