Andres Rueda, candidato a presidente do Santos pela Santástica União (Foto: Gabriela Fernandes)
Andres Rueda, candidato a presidente do Santos pela Santástica União (Foto: Gabriela Fernandes)

Rueda: “O sócio deve votar em alguém que pegue o plano de trabalho”

por Gabriela Fernandes

Segunda-feira, 12 de dezembro de 2016. Moema, ‘A Estalagem’, bar frequentado pelas figurinhas da política do Santos. Era a primeira reunião aberta após uma porção de diversas reuniões da oposição santista.

Já naquela época falava-se em união da oposição e o quanto isso seria benéfico ao Santos. Marcaram presença rostos conhecidos da torcida: Fernando Silva, Nabil Khaznadar, Luiz Roberto Serrano, Ricardo Campanário, Ricardo Agostinho, Celso Jatene, Walter Schalka, Alessandro Pinto, Nilton Ramalho, Vagner Lombardi, Renato Azevedo…e Andres Rueda.

Aquele foi o meu primeiro contato com o Rueda, que se sentou ao meu lado e me deu a oportunidade de ter uma aula quase que particular sobre o que ele esperava do Santos se daquele grupo saíssem as duas lideranças que disputariam a eleição um ano depois.

Profissionalismo e decisão colegiada eram os dois únicos pontos que não abriria mão. Repetitivo, dizia que “o cara do Marketing tem que trabalhar no Marketing, o cara do futebol tem que trabalhar no futebol” e era impensável conchavos políticos que empregassem colegas de grupo em cargos que, obrigatoriamente, deveriam ser ocupados por profissionais após apreciação curricular.

A reunião terminou com a promessa de uma outra como aquela em janeiro – e que nunca aconteceu. As roupas sujas não foram totalmente lavadas e provou-se que a oposição tem muito mais diferenças entre si do que deveria.

Durante todo o ano de 2017 ouvi o nome do Rueda em diversas oportunidades – principalmente quando se tratava de reuniões com outros grupos políticos, inclusive a polêmica reunião com o Marcelo Teixeira. A distância, acompanhei a formação da Santástica União.

Segunda-feira, 4 de dezembro de 2017. Centro, Uranet, 19h00. Rueda já me espera em sua mesa, disposta no canto esquerdo e com vista para o caótico Centro de São Paulo. A sala, imponente, é repleta de prêmios, provavelmente advindos do sucesso de sua empresa.

Aviso que as perguntas ainda não foram respondidas por ele na mídia e que essa foi a proposta do Portal Santista Roxo ao pedir que seus blogueiros e seguidores no Twitter fossem criativos.

Em quase 2h30 de conversa em meio a sua concorrida agenda, e sendo interrompida com frequência por causa das ligações recebidas pelo candidato, perguntei sobre sua suposta falta de experiência no futebol, a não união com o Peres, um possível apoio do Taveira, a escolha da sua chapa para o Conselho Deliberativo em meio a tantos grupos políticos, os desmandos do Estatuto. E teve também espaço para conhecer outro Rueda.

Maratonista confesso da Netflix, se empolga quando pergunto quais são suas séries favoritas – pega o celular pra me passar a extensa lista: Suits, Quântico, Dexter, Prison Break, Scandal, Homeland, The Blacklist, Sherlock Holmes, Criminal Minds e House of Cards.

Fã do escritor inglês, Daniel Defoe, e de seu conterrâneo, Miguel de Cervantes, também gosta de ler biografias e livros de história. Mora em Santos e São Paulo – assim mesmo, falando o nome das duas cidades, e explica que passa metade da semana em cada uma.

Rimos de sua falta de habilidade com as câmeras no primeiro debate promovido pela Santa Cecília TV, no último dia 27 de novembro. “Treinei há dias, levei uma cola e na primeira gaguejada em minha apresentação pensei ‘agora já era’ e desisti de usá-la”, conta às gargalhadas.

Finalizei a entrevista perguntando se ele estava empolgado. A resposta você confere a seguir:

 

Todo presidente que assume passa três anos culpando a gestão anterior por não ter conseguido fazer o que gostaria. Você assumirá esse compromisso de não falar mal da gestão anterior e pensar para frente?

Quando você entra em uma empresa, você adquire o ativo e o passivo. A partir do momento que você entra, assume essas duas coisas. Não adianta ficar chorando que a empresa estava ruim no ano anterior. Isso já foi. Você precisa pegar a situação que entrou e implementar coisas melhores. É óbvio que a dívida (deixada pelas outras administrações) está aí. Mas não é nosso objetivo chorar pelas dívidas das gestões anteriores. Até porque o nosso objetivo é entrar pra mudar, com conceitos, formas de gestão, dar um banho na gestão do Clube. E uma gestão como essa não admite você usar a muleta dos erros do passado.

Vinicius Cassin e Caio Nascimento, do Blog SanTÁTICO – Quais são os seus planos para otimizar o departamento de scout do Santos? No Santos, temos analistas de desempenho capacitados, mas não temos uma estrutura grande para isso. Como pretende olhar essa questão? 

Primeira coisa: isso já é o futuro do futebol (análise de desempenho). E é aquilo que eu comento: estamos ficando muito ultrapassados em relação aos times da Europa e até mesmo no Brasil. O Clube tem que dar as ferramentas, ser o detentor dos processos e modelos. O que eu sinto, não quero ser leviano, que toda a ferramenta vem com quem você traz e quando vai embora, isso some. Então, eu acho que toda ferramenta de análise, de acompanhamento, precisa ser do Clube e você tem de ter pessoas especializadas no mercado pra contar com elas e sempre melhorar. Uma preocupação que eu sempre tive – que só vamos saber quando entrarmos lá dentro – é que se tudo que foi investido, se tudo o que o Clube conseguiu evoluir, ainda está lá. Eu lembro que a gente já faz isso desde a época do Vanderlei Luxemburgo, com filmagens etc. Será que a gente ainda tem tudo aquilo? Tem o histórico de tudo isso? A minha maior preocupação é essa, que todo esse processo, essas ferramentas que são do Clube, sejam ótimos pilotos para elevar o sistema (de análise).

Fernando Ribeiro e Vinicius Cabral – Blog Memória Santástica – O ginásio de futebol de salão (localizado no portão 17) será transformado? Terá algum espaço para o sócio para lazer ou área de alimentação?

O presidente é um gestor que é generalista: conhece de tudo um pouco, mas profundamente de quase nada. Então vou ser obrigado a conhecer um pouco sobre a área jurídica, administrativa e financeira. Então, o espaço da Vila vamos pegar o projeto com uma pessoa especializada para poder pegar todo o espaço que existe no sentido de dar conforto pra torcida e também utilizar muitos desses espaços para aproximar o sócio torcedor da Vila. Esse espaço citado na pergunta cabe um ponto de encontro, um restaurante legal pra fazer, que você possa ter movimento, não apenas em dia de jogo. O projeto final da modernização da Vila de tudo vai ser através de profissionais de competência. Não adianta o presidente falar o que gostaria, é necessária uma decisão técnica. Até porque, uma decisão técnica que eu vou pedir para o pessoal estudar, eventualmente, é de tirar a área administrativa da Vila e, quem sabe, construir um prédio de três andares no CT e levar essa área pra lá, dando espaço pra Vila pra colocar lojas, dar movimento. Bom, mas só pra reforçar, isso é um desejo. Eu vou pedir para os especialistas esse estudo e com o apoio do Comitê de Gestão vamos escolher o melhor, ir atrás e fazer.

Fernando Ribeiro e Vinicius Cabral – Blog Memória Santástica – Haverá uma política de manter ídolos recentes como Ricardo Oliveira e Renato?

O Santos não tem que ter uma política para segurar ídolos recentes, não pode gastar mais do que entra. Isso é coisa básica. O Clube não pode fazer loucuras nesse sentido. Dentro do planejamento técnico e financeiro, ídolo é ídolo, em boa condição técnico e física é sempre importante não só pelo aspecto do futebol, mas como também da torcida. Faz tempo que o Santos está carente de um ídolo máximo que o torcedor vai ao estádio pra vê-lo jogar.

Fernando Ribeiro e Vinicius Cabral – Blog Memória Santástica – O Santos apoia muito pouco ações literárias para preservar a história do Clube. Você vai apoiar esse tipo de ação?

Sem dúvida, e digitalizar tudo que existe de história. Afinal, quem não tem passado, não tem presente e nem futuro. A ideia é incentivar, isso é fundamental para qualquer instituição. É preciso incentivar pesquisa, tudo que for referente ao Clube. E não só fazer através de livros, algo que estamos acostumados, temos ferramentas de sistema, internet, com o poder de fomentar tudo isso sem ter muitos custos.

Os torcedores reclamam muito dos contratos firmados anteriormente pelo Odílio Rodrigues e Modesto Roma. Será feito uma auditoria nesses contratos? Se sim, o torcedor saberá da conclusão dessa auditoria ou ela ficará perdida na gaveta?

São duas coisas. Uma é em relação aos contratos e outra sobre auditoria. Nosso comprometimento é fazer uma auditoria no Clube inteiro, não só na parte contábil, mas na parte operacional. Isso é uma obrigação de qualquer gestor quando assume. Assim como você disse na primeira pergunta: para deixar bem claro onde começa a responsabilidade de um civil, não de resultado, e onde começa a do outro. Se tiver coisa errada, não fazer como o Clube normalmente faz, deixar como uma moeda de troca entre os gestores. Se sumiu um real, o Clube vai buscar incriminar criminalmente e civilmente o responsável.

Sobre os contratos ativos, nós vamos ver todos por uma preocupação empresarial que a gente tem. A nossa impressão é de que os contratos do Clube são muito mal amarrados comercialmente falando. Qualquer contrato hoje em dia entre um prestador de serviço e um cliente não tem esses prazos malucos de três, quatro anos pra vencer. Você pode ter contrato de cinco anos, mas sempre tem de existir uma cláusula de 60, 90 dias que, se não te interessar mais, acabou. No Clube, muita coisa eu não entendi, como por exemplo o contrato com a Kappa. Afinal, essa empresa era apenas o design, quer dizer, contrato só o design e ainda estou amarrado por prazo? Muito estranho. Segundo, em todo o contrato de prestação de serviço precisa ter algo sobre qualidade. Eu vou te pagar pra fazer uma coisa e eu tenho cláusula de proteção. Se a empresa fizer errado eu posso punir financeiramente, multar, ou simplesmente quebrar o contrato, ou os dois. Me parece que o Clube não faz isso, os contratos sempre são longos. Nos contratos de hoje em dia não existe esse negócio de renovação automática, acabou, acabou. Porque isso obriga as duas partes a sentarem e reverem um novo contrato. Você protege sempre o interesse que está defendendo.

Existe muita benesse nos contratos em relação aos fornecedores, talvez pelo Clube não ter um planejamento financeiro sério e coerente, ele tem muitos contratos de prestação de serviços onde não é o toma lá dá cá. Quer dizer: quanto custa, eu te pago e você me presta serviço. A pessoa acaba dando percentual do negócio, como o exemplo da Redegol. Essa empresa pra vender o ingresso é sócia da renda, tem um percentual da receita do Clube. Não consigo entender, porque esse serviço é de quanto custa, emitir cada ingresso e acabou. No meu entender, salvo uma situação muito pontual, não tem sentido uma administração fazer.

O Odílio acabou vendendo algumas porcentagens de alguns jogadores e o Modesto não fez nada sobre assunto. Se você assumir, pretende tomar alguma providência?

Na verdade, o que existe é que nesse último acordo que o Modesto fez com a Doyen parece não ter feito realmente um acordo com o Clube. Eu vi que houve um erro estatutário, ou seja, existem dois problemas. Um erro em cima do nosso Estatuto de uma condição comercial que na verdade o Modesto validou no momento em que ele fez um acordo financeiro com a Doyen. Desfazer acho muito difícil o que foi feito. Agora a punição contra o Odílio de certa forma já foi empregada. Esperamos que a atual gestão não nos cause surpresa, ou seja, não tenha nenhum problema de fatiamento de jogadores.

Os conselheiros reclamam que os requerimentos levados ao Comitê de Gestão acabam não tendo respostas. Você pretende mudar isso?

Isso está num contexto maior: o sócio conselheiro não é visto como o dono do Clube. Muitas vezes eu não consigo entender qualquer que seja o requerimento do Clube, ele tem prazo estatutário de resposta, isso cria uma situação de conformidade… O Estatuto coloca prazo, mas não punição. Pretendemos colocar nos primeiros seis meses que o Estatuto seja moderno, bom, tem algumas falhas em relação à punição. O Estatuto diz que a ata do Comitê de Gestão tem 15 dias para ser encaminhada ao Conselho, mas todas as atas da época do Odílio sumiram, não estão no Conselho e em lugar algum. O Conselho precisa prever sim uma punição pra cada erro, inclusive quando o conselheiro fica sem resposta.

As gestões passadas esconderam alguns documentos alegando que eram sigilosos. Pretende acabar com este artifício para que os conselheiros possam, de fato, fazer o trabalho de fiscalizar a gestão?

Eu não consigo enxergar, pouquíssimas coisas, que a empresa precisa manter sob sigilo e que possa atrapalhar no seu dia a dia, algo que possa ser vantagem para um concorrente. Salários de jogadores eu diria que precisa ser pensado se é preciso ter uma certa reserva, não pelo Conselho, o Conselho precisa ter acesso a tudo. Eu digo para o grande Clube, por uma medida de segurança. Estratégias que você queira inibir para o público é uma coisa, agora confidencialidade para o conselheiro não, ele precisa saber de tudo. De novo, o Estatuto prega que algumas condições o Conselho tem de ter confidencialidade, se tiver ele precisa ser punido… Estamos em um processo que vamos demorar um bom tempo pra mudar as coisas no Clube, principalmente o de qualificação do Conselho. Quer dizer, se a gente fala que o conselheiro é dono, qual interesse que ele tem de divulgar as coisas ruins de uma coisa sua para os outros? Não tem sentido.

Considerando que precisa fazer 20% dos votos pra entrar no Conselho Deliberativo, qual foi o critério de incluir as pessoas da sua chapa pra ter um Conselho de qualidade?

Assumir a responsabilidade de você definir quem é melhor e quem é pior para os cabeças de chapa é muito difícil. Nós repassamos essa responsabilidade para cada responsável por grupo. Ou seja, no nosso modelo, cada responsável pelos grupos políticos disseram pra gente: “Este aqui está apto para participar, ou tem mais tempo”. No fundo, deixamos com cada presidente de cada grupo qual conselheiro pode ter uma maior participação no dia a dia do Santos.

Na sua gestão você pretende trazer mais essa questão do Conselho para o sócio? Digo isso porque muitas vezes o associado não conhece qual é o papel do conselheiro e o que é feito nas reuniões. 

O Conselho é um órgão completamente independente do Executivo. O que a gente vai fazer junto com eles é propor o acesso ao Clube, que hoje é muito confuso, uma hora é no Portal Sócio Rei, outra hora no Santos, etc. A gente quer criar um portal para todos, que tenha interação com o Clube. O torcedor vai entrar no site do Santos pra comprar ingresso. O sócio vai entrar com login e senha, com acessos a informações do sócio. Já o conselheiro, no mesmo endereço, vai ter as informações que são abertas para os conselheiros. A ideia é dar total transparência de tudo, as atas das reuniões, esse tipo de coisa. Não podemos esquecer que são órgãos completamente separados, o Conselho é uma coisa e o Executivo é outra. É o próprio Conselho que cria as suas regras, o Executivo não entra nessa questão.

Twitter/@themarvinmuller – Quanto tempo o Santos levaria para deixar de ser uma agremiação e se tornar S/A?

Isso é algo de médio e longo prazo. Primeiro você precisa resolver os problemas imediatos, como gerações de receitas, trazer o torcedor de volta, buscar receitas alternativas, equacionar dívidas, se encaixar com o planejamento do Clube. Em nosso entendimento, o Santos é carente de processos auditáveis, onde você possa ir melhorando até a hora de chegar ao estado da arte. Quando você fala de S/A, o grande ponto positivo do Clube é você ser obrigado a colocar processos auditáveis para depois se candidatar aos modelos S/A. Em nosso modelo, muita gente não entendeu, não pretendemos transformar o Santos em S/A. A gente pretende mudar a gestão do Clube e, quando tiver com tudo isso bonitinho, abrir uma outra empresa onde o Santos normal teria 51% dessa outra empresa, que essa sim seria essa S/A. Ou seja, o Santos sempre vai ser do sócio, não venderíamos o Clube para ninguém. O que seria colocado não seria o Santos, e sim essa empresa Santos S/A, que é uma forma mais fácil de captar dinheiro mais barato que tem. Ou seja, você aplica dinheiro no teu negócio, não é empréstimo, mas a figura do Santos seria completamente preservada… (o lucro de quem colocar o dinheiro nesse negócio) seria a valorização da empresa, como toda ação em Bolsa.

Twitter/@RobinhoTJSbh – As eleições em dezembro prejudicam o planejamento do Clube para o ano seguinte, pretende mudar isso para o próximo presidente?

Eu pretendo estudar esse assunto. Do jeito que está o calendário hoje em dia, iria atrapalhar em qualquer momento. São muitos campeonatos, isso precisa ser estudado e é preciso achar uma época menos pior. Agora, o grande erro é de que o Clube não pode ficar nessa expectativa política durante o ano inteiro, isso é danoso. Essa ânsia pelo poder, isso que está errado. Vamos criar um fundo, uma comissão para ver os ajustes que o nosso Estatuto precisa, vamos dar as nossas ideias. Acredito que o Comitê de Gestão também precisa ser eleito, também tenho um sonho que está muito longe de acontecer, mas de que o Conselho também fosse eleito e não estar atrelado a nenhuma chapa. Na prática é complicado, mas a ideia é ter uma comissão que elabora, que entre no assunto, coloque sugestões, faça uma triagem e depois levar para a assembleia implementar.

Os sócios sempre contam com aquela promessa dos candidatos de que vão fazer, mas quando chegam ao poder, nada fazem. O que acontece que a gente não vê nada sendo feito?

Na verdade, o pessoal fala que o mundo do futebol é diferente. Não é. É preciso de pessoas competentes exercendo as funções. Um presidente tem que entender de futebol, de gestão e, sobretudo, saber trabalhar e conhecer bem os seus pares. O staff do Clube há muito tempo é ruim, eles se cercaram de pessoas, talvez até por essa troca de empreguismo nas eleições, isso acarretou que o pessoal de cima não é o melhor que a gente espera de algo profissional… Me sinto livre porque, mesmo há um ano juntando os grupos para a eleição, eu não prometi cargo algum. A formação do profissional do Clube vai ser 100% por meritocracia. Tenho experiência de como se implanta, como colocar o escudo do Clube, isso é muito simples. Eu transfiro essa responsabilidade de avaliar quem está lá, salário, perfil, para uma empresa especializada. Então, não vai ser eu que vou colocar João ou Pedro, eu só vou cobrar o resultado. Depois do dia 9, se alguém vier pedindo emprego, eu vou falar: “Olha, você sabia a regra do jogo. Tem interesse em trabalhar no Clube? Apresenta o teu currículo pra essa determinada empresa. Se você passar no processo seletivo, ótimo, ficarei feliz”.

Twitter/@RobertoSuhiro – Se você assumir no próximo dia 9, qual será o primeiro passo?

Temos dois planos em andamento. Já temos o pessoal do futebol, planejamento e financeiro vendo o que precisa ser feito para, no dia que assumirmos, fazermos coisas que não dá pra esperar. Óbvio que pra você ter um sucesso nisso é preciso ver a real situação que vamos pegar no Clube. Imagino que existirá 20 dias de transição pra entender como está o Clube e dar andamento no planejamento. (Nota da editora: os 20 dias descritos são do dia 10 ao dia 30 de dezembro)

Twitter/@8AleSousa8 – Qual o plano para a marca Santos internacionalmente?

Estancar o mal que estão fazendo pra ela. Essa é a melhor coisa que qualquer gestão pode fazer, só de parar de denegrir a imagem já é uma contribuição. Eu bato muito na tecla: ela custou 100 anos de suor pra estar onde está, de jogadores, Pelé, administradores, Neymar, Robinho etc. O que estão fazendo com a nossa marca é um crime, denúncias de corrupção nas categorias de base, perdemos boa parte dos jogadores porque não estavam recendo salário, mais recentemente o Zeca, Ricardo Oliveira com salários atrasados. Amistoso contra o Barcelona, algo que eu nem gosto de lembrar. A primeira coisa é estancar o que estão fazendo, isso leva tempo, anos pra construir uma marca, e leva dias e meses pra matar.

Twitter/@rdiaass – Pretende manter as Sereias da Vila e incluir as modalidades e-Sports, vôlei, futsal e o Santos Tsunami em sua gestão?

Qualquer modalidade o Santos tem interesse em participar, mas sempre lembrando que o nosso interesse principal é o futebol masculino profissional. Então, temos que viabilizar que cada atividade dessa seja autossustentável financeiramente, futebol feminino sem dúvida. Vamos ter que lutar muito para não desviar recursos do profissional para outras modalidades. Isso pode ser por meio de parcerias, mas é preciso tomar cuidado, que sejam autossuficientes, colocando metas de resultados.

Twitter/@JuniorBobby96 – Como incluir a marca Pelé no Santos, algo que sempre foi mal utilizado pelo Clube?

A marca Pelé agora é de uma empresa, que entrou em litígio com o Santos e quebraram o contrato. Uma aproximação com ela precisa ser tentada, mas por causa de valores eu acho difícil para o Clube. O que o Santos tem que fazer muito não é apenas a figura do Pelé, mas sim a do Edson Arantes do Nascimento. O ídolo maior que qualquer equipe do mundo queria ter é o Pelé, um orgulho para o torcedor santista. Temos que nos aproximar sim, por tudo o que ele nos representa.

Twitter/@JuniorBobby96 – Você tem o objetivo de aposentar a camisa 10? 

Meu sonho é aposentar a camisa 10, sei que existe algum impedimento por parte da CBF. Ela já foi muito maltratada. O sócio do Santos precisa homenagear muito o Pelé ainda em vida, temos que aproveitar cada minuto, por ser o nosso maior ídolo, é bom para o Clube, para o torcedor e para o Pelé.

Twitter/@GuilhermeSFC_ – No Comitê de Gestão existe o imediatismo, o que você pretende fazer sobre isso? Na época do Odílio muita coisa era travada porque as reuniões aconteciam de quarta e quinta.

Hoje em dia em grupo de WhatsApp não existe mais essa demora. No nosso modelo, o Comitê de Gestão terá todas as atas registradas, atestadas em cartório e com o voto aberto. Vamos ser transparentes, eu quero que o sócio saiba o que foi decidido e quem votou a favor e contra. É uma maneira de transparência. Quando eu falo do Whats é um jeito de me expressar, hoje temos mecanismos, sistemas, onde se coloca a questão e a pessoa fala sobre o seu voto, conversam entre si… Normalmente as reuniões do CG são uma por semana ou a cada 15 dias. Hoje você se concentra mais sobre decisões no começo da temporada, contratação ou venda de jogador. São situações que com comunicação, internet, não tem problema, não é um impeditivo.

Twitter/@headbangerloko – O que você pretende fazer com a Comissão Técnica permanente, que se tornou um cabide de emprego de ex-atletas?

Que ela se torne uma Comissão Técnica permanente e profissional. O Elano, por exemplo, era um jogador que encerrou a carreira com o intuito do Clube lhe dar uma formação. Agora, eu acredito muito que você não pode deixar uma coisa tão importante como o futebol à mercê do técnico. O técnico fica um tempo, vai embora, e o jogador fica. Vamos colocar muito que o jogador é o ativo do Clube e a diretoria sempre vai ter a palavra final na compra ou na venda. A responsabilidade vai ser da diretoria, evitando comprar jogadores de mais de 30 anos, com um contrato de três anos. Não é apenas você pegar um ex-ídolo e colocar ele pra fazer parte da Comissão Técnica.

Twitter/@JRicardoGarcia – Meu pai esteve no Bar do Alemão ontem (domingo, 3, para assistir Santos e Avaí), e sentiu um clima de já ganhou. Quero saber se há uma pesquisa que ilustre a real vontade da torcida em votar, saber se vocês estão sentindo que o sócio vai sair de casa?

A disputa vai ser acirrada. Se os sócios mais novos forem neutralizados, a disputa será acirrada. (Nota da editora: Rueda se refere a esta denúncia da ESPN sobre a explosão de novos associados)

Na sua gestão, como será a área da Controladoria?

Na estrutura do Clube, você tem no Conselho a Comissão Fiscal, que conta contabilmente os documentos gerados e dão o parecer se está certo ou errado, coloca notas, ressalvas, mas de tudo o que já aconteceu. Qualquer empresa média tem que ter uma estrutura de uma área de auditoria interna, com poderes maiores do que o presidente de realmente evitar que existam procedimentos não muito corretos. Essa é a função para que as regras sejam seguidas e evitar que coisas erradas aconteçam.

A respeito dos desmandos do Estatuto que não é seguido e tratam como se fossem um papel escrito, o que fazer para ser cumprido?

O Estatuto não é punitivo. Ele diz o que não pode ser feito, mas não diz as consequências se forem feitos. Qualquer coisa que a gestão não cumpra no Estatuto, ela não é punida. Na mudança do Estatuto, uma das coisas que a gente quer colocar é que onde existem regras, prazos, comprometimentos, colocar a parte punitiva. Ele precisa ser implementado com essa parte de punição, se isso não acontecer, acarreta erros.

Você diz bastante que as decisões precisam ser colegiadas, mas por exemplo, em algum momento você terá que tomar uma decisão sozinho. O que será feito?

Quando você fala em situação colegiada, não é fraqueza de administração. Primeiro você precisa ter corpo técnico. Em nosso modelo de gestão temos uma caixinha que se chama ‘assessores especiais’. Não é um cargo remunerado, precisa ser santista de coração, altamente especializado em algum assunto. A função deles será de alimentar o Comitê de Gestão com informações técnicas para que o Comitê possa tomar sugestões. Uma vez que o Comitê tenha todas as informações que precisa, ele está apto pra tomar decisões estratégicas, fortes, que é uma das características do Comitê de Gestão. O presidente vai ter o voto de minerva, se empatar alguma decisão, ele tem obviamente o poder de externar a sua opinião, que também é válida, mas a decisão precisa ser colegiada, como eu faço na minha empresa.

Lembro que na sua primeira live após a não união com o grupo do Peres, você disse que “infelizmente a união não aconteceu”. A palavra “infelizmente” me marcou e acho que possa ser explicada agora. Você gostaria que a união tivesse acontecido?

No início da nossa candidatura, ainda em setembro do ano passado, queríamos a pacificação de todos os grupos do Clube. A gente procurou união de todos os grupos, fui criticado quando sentei na mesa pra conversar com o Marcelo Teixeira, tomei pancada pra caramba porque eu acredito, talvez por não estar tão envolvido no passado, que eu não tenha inimigos. Não me dou mal com ninguém. Continuo acreditando que os grupos precisam se unir por um objetivo maior: o Santos. Cedi quando precisei, o meu objetivo no Santos é implementar os princípios do meu modelo. O objetivo do Santos é dar perenidade nesse modelo de gestão e juntar os grupos. A situação atual me desagrada muito por tudo o que tem acontecido. Não pelos erros, porque todo mundo erra, mas pelo total descontrole gerencial do Clube. Até por isso sentamos pra conversar com o Peres. Eu achava que seria importante uma união pra termos uma grande chance. No entanto, a questão foi levada para a apreciação dos grupos, que não aceitaram de maneira nenhuma. O nosso modelo tem sido empregado à regra. Não é um modelo da cabeça de alguém, é algo consensual com os 18 grupos que estão com a gente. A minha eleição foi consensual. Estamos cumprindo à risca tudo que foi acordado.

Quando foi divulgado que não teria a união, muitas pessoas disseram nas redes sociais que você ficou irritado. O que realmente aconteceu nesse episódio?

A união foi tentada, mas não fiquei bravo e não teve briga. A reunião era pra ter sido tranquila, temos essa proposta, vamos colocar os prós e os contras. Mas aí os mais exaltados foram, tivemos a opinião dos xiitas, dos não xiitas, mas não teve briga, nem discussão. Era pra ter sido algo simples, mas normal, acontece.

O torcedor santista passou a ter receio de candidatos que se dizem empresários bem-sucedidos, muito por conta do Luis Álvaro (Laor) e das pessoas que ele levou ao Santos. Como enxerga isso?

Ele era empresário, veio com o perfil da rainha da Inglaterra e gostou da televisão. Infelizmente essa vaidade foi o que acabou matando um projeto que tinha tudo pra ser fantástico pro Clube. Tinha Neymar, dinheiro. Ele não veio pra gerir o Clube, veio pra ser a rainha da Inglaterra… O sócio acredita em profissionalização e quando você fala disso, você começa pelo presidente. Não adianta só colocar no papel o que ele sabe e sim a experiência que ele obteve com esse conhecimento que ele diz que tem. Essa é a minha maior diferença. No mundo corporativo, na empresa, não adianta nada você ter conhecimento, é preciso aplicar, e é isso que o meu currículo mostra. Não sou Albert Einstein, mas sempre trabalhei em equipe e sempre consegui formar equipes com pessoas qualificadas. O presidente é como um técnico de futebol, precisa saber escolher os seus jogadores pra ganhar campeonatos. A minha grande crítica ao Modesto é essa, ele é um péssimo administrador porque está rodeado de pessoas não qualificadas para as funções no Clube. Ele tem um péssimo diretor financeiro, nada pessoal, talvez péssimo pode ser forte, mas um diretor que teve um plano reprovado pelo Conselho, vergonhoso, dois orçamentos reprovados… e apresentou recentemente, completamente contrário com a decisão, com os caminhos que o planejamento estratégico davam, e que foi reprovado pelo Conselho. Isso só denota que ele não tem qualificação técnica pra exercer tal função. E o pior, com salários astronômicos.

Há essa comparação de que o Peres tem experiência no futebol e você não. Como vê essa questão?  

Ele fala muito sobre experiência no futebol. Quantos funcionários ou projetos que o Peres implantou? Ele fala muito sobre experiência no futebol, mas eu pergunto pra você se experiência no futebol é você ter um contrato verbal com o jogador por três anos, que só veio à tona depois (Robinho). Se experiência no futebol é contratar um jogador de mais de 30 anos por três anos de contrato e trazer para o Clube uma despesa de R$ 14 milhões e encostá-lo logo depois. Isso é experiência? Se você entender de futebol é vender jogador e pagar comissão pra três ou quatro empresários, e o que sobra você ficar preso por ações judiciais. Se entender de futebol é perder o Lucas Lima porque a renovação de contrato está há seis, oito meses na mesa, sendo que no exterior, se o Clube deseja renovar o contrato, eles já conversam um ano e meio antes… Desculpa, mas eu não quero entender de futebol, pra mim o futebol é podre. Se entender de futebol é ter um time B com um jogador de 36 anos, com dezenas de outros atletas… Se isso é entender de futebol, não entendo e não quero entender. Minha visão é de trazer um time competitivo, se comprometer com jogadores e direito de imagem.

Já tem alguma conversa em relação a jogadores e um novo técnico?

Divulgar isso na imprensa dificulta a contratação, valoriza o interessado e muitas vezes não se concretiza o negócio. Acaba sendo uma decepção para todo mundo, principalmente para o torcedor. O interesse da nossa gestão é quando o contrato estiver assinado divulgar, apenas assim. É claro que o Estadual está chegando, não podemos sentar dia primeiro para ver o que vai ser feito. O que está claro pra gente é perfil de técnico, de jogador em determinadas funções que podem ser melhores. O perfil do técnico tem que ser vencedor, que saiba trabalhar com base, com os jogadores mais experientes. No momento da contratação do técnico, vou deixar bem claro para o profissional que o jogador é ativo do Santos. Um dos maiores do mundo, com receita de time médio. A decisão final da contratação vai ser da diretoria, é claro que o técnico poderá dar pitaco, mas não vou aceitar técnico reclamando na mídia sobre uma contratação ou a falta dela.

Você chegou a sentar com o empresário Taveira? Pretende manter negócios com ele caso seja eleito?

O Taveira até então pra mim era um empresário de futebol com um relacionamento próximo do Clube. No momento que ele se colocou nas redes sociais como um grupo político do Clube, um grupo grande, nos procurou pra conversar, num eventual apoio para a nossa chapa – apoio é apoio, a gente aceita de todos sem troca de cargos… O que deixamos claro era que Taveira empresário seria tratado como empresário. Qualquer negócio bom que trouxesse pro Clube seria analisado, qualquer transação benéfica para o Santos seria vista como de qualquer outro empresário. Agora, que o Clube reservava o direito de negociações não depender de intermediários. Na nossa gestão compra e venda de jogador com empresário envolvido, que muitas vezes tem que ter, vão ser feitas pelo Comitê de Gestão. Tem aquele ditado que diz “O porco só engorda com o olho do dono”, quer dizer, eu não consigo entender uma negociação de compra e venda, em um ativo do Clube, a coisa mais principal, e uma reunião de negociação o presidente, o vice, alguém do comitê gestor não estar presente. Isso não tem cabimento. Por que tem que ter alguém do Santos presente? Porque quando você tem o presidente, o Comitê de Gestão, em uma negociação, eles têm a obrigação de lutar e tentar a melhor condição para o Santos Futebol Clube. Você pode ter certeza que em toda negociação do Clube você terá a diretoria sim, na mesa, e procurando as melhores condições para o Clube.

O que pretende fazer pra colocar o Santos mais próximo da mídia?

Nenhuma empresa vai pra frente quando ela entra em conflito com todos os parceiros, com todo mundo que se relaciona. Uma entrevista de qualquer jogador a qualquer meio de imprensa estará divulgando a marca Santos. No fundo, a gente paga direito de imagem para jogador pra pagar menos impostos? Porque a gente paga direito e depois não quer que ele seja usado naquilo que faz, que é realmente divulgar o Clube. Eu não vi nenhuma ação, pouquíssimas. O clube tem que se dar bem com a imprensa, o que não é boa nos dias de hoje. Por exemplo, atualmente, quando existe treino fechado, os jornalistas são colocados do lado de fora do muro. Faça chuva ou sol. É preciso respeitar ao receber críticas, a imprensa não é boba. Quando o relacionamento é franco é bom pra todo mundo, um precisa do outro, tanto o Santos, quanto a imprensa. Mas é claro, buscando o maior interesse do Santos, exigindo os direitos, as obrigações, senão a gente só acaba vendo notícia negativa do Clube. Não vê nada positivo.

As pessoas te elogiaram muito no debate dizendo que foi o melhor, não atacou e nem defendeu e pediram que o próximo (amanhã, às 22h) seja mais propositivo.

É que propostas não tem o que inventar, o que o Clube precisa está nos quatro planos de trabalho. O que eu quero bater na tecla é que o sócio, por incrível que pareça, tem que votar em alguém que pegue qualquer plano de trabalho e execute. Todos os planos de trabalho são similares, não tem como inventar. Tem que modernizar a Vila, tem que corrigir o programa de sócio. O pessoal reclama muito que sempre vai, mas na final não consegue ingresso, é preciso melhorar. Montar um time competitivo, melhorar a estrutura da base. O sócio tem obrigação e responsabilidade de saber escolher quem ele confia que vai fazer isso. Porque estamos ficando pra trás. Eu costumo falar que paramos na metade da década de 70 na parte de administração e de gestão. Lá fora eles estão no século XVI, no Brasil, o que é pior, o pessoal acordou.  A gente não tem um CT profissional melhor do Brasil, pelo contrário. O CT da nossa base é vergonhoso em matéria de infraestrutura. Temos que recuperar o tempo que perdemos rapidamente e mudar isso e não podemos dar ao luxo de errar. Por isso que fica muitas vezes falso eu bater na mesma tecla, por exemplo, dizer para o sócio que eu vou fazer uma promessa, vou arrumar o programa do sócio. Pô, não dá.

O Quaresma demonstra ter uma grande bagagem quando o assunto é futebol. Qual será o papel dele, além de vice?

O presidente e o vice tem a mesma importância. O porta-voz do Clube é sempre do presidente, mas o vice tem uma importância exatamente igual. Reforçando, o Santos não tem um presidente, ele tem um presidente do CG. Época do coronelismo, do cara que manda, acabou faz tempo. Nas empresas, no mundo do futebol, está fadado a morrer cada vez mais.

Os grupos políticos que te apoiam e estão na Santástica União te devem fidelidade se você ganhar? A pergunta é especificamente sobre muitas votações que acontecem no Conselho e muito se fala nessa falsa lealdade que os conselheiros precisam ter para a pessoa que os colocou lá.

Claro que não. Eles devem fidelidade ao Santos Futebol Clube. Não existe fidelidade a mim, ela tem que ser com o Clube. Eu não consigo enxergar conselheiro situação ou oposição. A função dele é fiscalizar o Clube.

Por que o sócio do Santos tem que votar em você?

Quando você fala votar é porque o sócio está te contratando pra ser um funcionário dele, no momento que o presidente está lá ele é funcionário do Clube. Você tem que analisar a vida curricular daquela pessoa, o que ela conhece ou não conhece. Se colocar os quatro grupos na mesa, eu me contrataria sem dúvida, eu não consigo votar em alguém que eu não acredito. Nesse caso específico, a minha experiência, a minha bagagem, o meu passado é o melhor, não tenho dúvida nenhuma disso.

Está empolgado?

Muito. Tudo o que faço tem que ter empolgação. Se não, não tem sentido. É um momento tranquilo da minha vida, estou resolvido familiarmente, meu filho está criado, sou financeiramente estável. Eu consegui chegar no suprassumo na empresa. Tudo o que eu quero fazer no Santos eu fiz na minha empresa. Hoje ela anda sozinha, sem dependência minha. Ela tem estrutura, tem as pessoas certas nos lugares certos. Independente se eu estar aqui ou não a empresa anda. Chegou o momento certo de eu me doar para o Santos.

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