Cueva, meia-atacante do Santos (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Em apenas dois meses, Cueva vira incógnita e segue zerado em gols e assistências no Santos

Segunda contratação mais cara da história, Christian Cueva completou, um dia antes da decisão contra o Corinthians, dois meses de Santos. O problema é que, diferentemente do projetado pela diretoria ao contratá-lo, o meia-atacante ainda não deu indícios de que valerá o alto investimento.

Em fevereiro deste ano, o Peixe acertou, por quatro temporadas, a contratação do peruano junto ao Krasnodar, da Rússia, por cerca de US$ 7 milhões (cerca de R$ 26 milhões). Ele só não custou mais que o atacante Leandro Damião, contratado por R$ 42 milhões junto ao Internacional em 2014. Além disso, o jogador de 27 anos recebe no Santos cerca de R$ 600 mil por mês.

Contra o Corinthians, jogo que marcou a eliminação do Santos nos pênaltis em um Pacaembu lotado, Cueva teve mais uma chance de mostrar o seu valor para Jorge Sampaoli. Ele entrou como titular, até tentou ajudar a equipe no ataque nos primeiros minutos, mas rapidamente caiu de produção. No intervalo, terminou substituído por Rodrygo, um pedido da torcida na etapa inicial.

Mas o clássico só foi mais um dos jogos irregulares do atleta pelo Santos em 2019. Sem marcar gols e sem dar assistências em nove jogos, ele se destacou apenas em dois quesitos no Campeonato Paulista: teve uma precisão de quase 90% nos passes e nove desarmes. Os dados são do “Footstats”. Para piorar, nunca conseguiu jogar os 90 minutos, sendo geralmente substituído no intervalo das partidas.

Perto da área, ele teve um aproveitamento bem ruim: apenas sete chutes à meta adversária, sendo apenas duas delas em direção ao gol. Tanto em sua estreia diante do Mirassol, no dia 9 de fevereiro, pelo Paulistão, quanto na derrota para o Atlético-GO, na Copa do Brasil, Cueva perdeu duas chances inacreditáveis. Foi em sua estreia, inclusive, que o meia-atacante teve sua melhor performance.

Logo em sua apresentação, o estrangeiro se esquivou dos problemas de indisciplina no São Paulo e prometeu recompensar o esforço do Santos ao contratá-lo.

“Não é uma revanche por ter que demonstrar algo. Santos é grande, olhou para mim, se esforçou, devo ao Santos. Não é que eu não fui feliz, fui feliz, tive momentos bons, não tenho nada de reclamar de mim ou do time. O time, quando me brindou a possibilidade de vir, me fez feliz”.

Um mês depois, Cueva retornou à sala de imprensa do CT Rei Pelé para admitir que ainda não havia jogado seu melhor e prometeu mostrar mais futebol. Isso, no entanto, ainda não aconteceu.

“Falta muito, não tive o desempenho que queria ainda, não jogar muitas vezes seguidas, mas não são desculpas para dizer que não estou bem. Posso dar mais e é o princípio de algo bom. É uma oportunidade em um time grande para me esforçar e corresponder”.

Para piorar, o peruano teve um caso polêmico de atraso. Após folga no período do Carnaval, Cueva alegou problemas de atraso com o seu voo, perdeu um treino da equipe de Sampaoli e acabou não relacionado para o duelo contra o América-RN, pela segunda fase da Copa do Brasil. Após o jogo, o treinador argentino afirmou que, como o jogador não havia participado de todos os treinamentos, não poderia atuar.

E é com este histórico que o jogador ainda tenta mostrar seu potencial. Jorge Sampaoli tem dado chances ao jogador nas últimas partidas. A próxima delas pode ser na partida contra o Atlético-GO, na quinta-feira (11), às 21h30, na Vila Belmiro, pela terceira fase Copa do Brasil.

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