José Carlos Peres, atual presidente do Santos (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC)

Conselho Deliberativo reprova contas do 1° ano de José Carlos Peres no Santos

O Conselho Deliberativo reprovou, por ampla maioria, as contas da gestão de José Carlos Peres em 2018, o primeiro ano do mandatário à frente do Santos. A votação foi realizada em reunião do órgão na noite desta segunda-feira (15), na Vila Belmiro.

Antes disso, o Conselho Fiscal do Alvinegro já havia reprovado as contas do primeiro ano. Para isso, o CF enumerou 15 motivos para que as contas de José Carlos Peres fossem reprovadas, onde basicamente todas as receitas do Clube ficaram abaixo do orçado.

Confira os principais pontos:

  • Aumento do déficit acumulado, que cresceu para R$ 302 milhões em 2018, R$ 44 milhões a mais em relação a 2017, que fechou em R$ 258 milhões;
  • Forma de pagamento de uma das parcelas com a empresa Doyen, vencida em abril, de 2,5 milhões de euros (quase R$ 11 milhões, na cotação atual), que corresponde a 50% do valor original. A outra parte foi paga com direitos econômicos de jogadores, manobra proibida pela FIFA. O documento não cita os atletas;
  • Avaliação de perda de R$ 30 milhões em processos;
  • Uso do cartão corporativo do clube para compras “em possível desacordo com as atividades do clube”;
  • Custos e despesas com amistosos realizados no México, em julho do ano passado.

Para se defender antes da votação, Peres chamou Fernando Volpato, gerente administrativo, ao púlpito. No entanto, os conselheiros não aceitaram e alegaram uma norma do Estatuto, em que apenas o presidente ou os demais membros do Comitê de Gestão podem se manifestar sobre o assunto. Na sequência, Peres afirmou que não estava totalmente a par de todas as questões, deixando sua defesa em ata.

Agora, José Carlos Peres tem 15 dias para recorrer da decisão dos conselheiros. Depois disso, o caso será levado para a Comissão de Inquérito e Sindicância. Se o grupo considerar temerária a gestão, o presidente pode ser excluído do quadro de associados e, consequentemente, do seu mandato. Haveria também o precedente para novos pedidos de impeachment, como já ocorreu em 2018.

O documento do Conselho Fiscal foi assinado por Norberto Moreira da Silva, presidente do órgão, além do relator Sylvio Affonso Moita Figo e dos membros Dagoberto Cipriano de Jesus Oliva, José Eduardo de Abreu Lopes e André Ferreira de Abreu.

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