José Carlos Peres (presidente, Marcelo Teixeira (presidente do Conselho Deliberativo) e Orlando Rollo (vice-presidente) (Foto: Ivan Storti/Santos FC)
José Carlos Peres (presidente, Marcelo Teixeira (presidente do Conselho Deliberativo) e Orlando Rollo (vice-presidente) na posse (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Conselho Deliberativo dá prazo para Rollo voltar ao cargo; vice espera notificação

Depois de reprovar as contas do primeiro ano do presidente José Carlos Peres, o Conselho Deliberativo do Santos, por meio da Comissão de Estatuto, estipulou um prazo para o vice-presidente Orlando Rollo renunciar do cargo ou reassumir a função para qual foi eleito em dezembro de 2017.

Assim, o dirigente precisa tomar uma decisão em 30 dias, ou seja, até a segunda metade do mês de maio. Em breve contato com o Santista Roxo, Orlando Rollo afirmou que ainda espera receber a notificação oficial para, depois disso, se posicionar.

“Comissão do Estatuto está dando o parecer de que o vice-presidente terá tempo-limite para que a licença temporária aconteça. Licença temporária sempre é dada para assuntos muito relevantes, ou assuntos de saúde e situações graves. Portanto, a Comissão (de Estatuto) está deliberando que daremos um limite para esse prazo de licença, tendo que voltar imediatamente à função. Deverá retornar ou se, por livre e espontânea vontade, deva adotar outra medida, no caso a renúncia. O prazo é de 30 dias”, disse Marcelo Teixeira, presidente do Conselho Deliberativo, durante reunião na Vila Belmiro.

No ano passado, antes da votação dos dois pedidos de impeachment contra José Carlos Peres, reprovados pelos sócios, o presidente do Santos publicou uma portaria que diminuía os poderes do vice no dia a dia do Clube. Peres e Rollo são brigados abertamente desde o início da gestão.

Até por conta disso, os dois dirigentes trocaram farpas públicas por diversas vezes. De acordo com Peres, o vice sempre tentou derrubá-lo para assumir o cargo maior do Alvinegro. Rollo, por sua vez, criticou a postura do desafeto e negou qualquer acusação.

Desde então, o vice se afastou gradativamente do Alvinegro. Ele não esteve presente na maioria das reuniões do Comitê de Gestão desde a assembleia-geral do dia 29 de setembro do ano passado e decidiu pelo afastamento. Sem ele, a vice-presidência está vaga desde então.

Comentários

comentário