José Carlos Peres, atual presidente do Santos (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC)

Com graves problemas financeiros, Santos prepara nova lista de demissões

Depois de demitir 17 funcionários dos mais variados setores no início de outubro, o presidente do Santos, José Carlos Peres, planeja montar uma segunda lista de cortes nas próximas semanas. O Alvinegro vive situação financeira delicada e sofre para quitar seus vencimentos mensalmente. Este assunto foi debatido em reunião do Comitê de Gestão nessa segunda-feira, em São Paulo.

De acordo com o próprio presidente santista em entrevistas recentes, o Peixe arrecada cerca de R$ 8 milhões mensais, mas gasta aproximadamente R$ 12 milhões. Ou seja, a grosso modo, um déficit de cerca de R$ 4 mi. A tendência é de que esses cortes sejam notados em todas as repartições, inclusive no departamento de Futebol, que inclui jogadores importantes do elenco profissional.

Nos últimos dias, por exemplo, o Santos recebeu sondagens do São Paulo por Vanderlei e ainda não descarta uma transferência caso os valores agradem. Em reunião do Comitê de Gestão nessa segunda-feira, em São Paulo, a diretoria classificou como improvável, mas não como impossível uma nova conversa com o rival em dezembro.

Sem dinheiro para fazer loucuras, a tendência é de que o Alvinegro vá ao mercado apenas de maneira pontual em busca de bons nomes. Diego, Robinho e Vagner Love, como já revelado por José Carlos Peres recentemente, estão na mira, mas é pouco provável que realmente desembarquem na Vila Belmiro. Os casos de Dodô e Gabigol, em fim de contrato de empréstimo, são bem difíceis de serem resolvidos. O primeiro não está disposto a se adequar ao salário do futebol brasileiro para permanecer, enquanto o atacante se valorizou por conta da ótima temporada em 2018 e deve, mais uma vez, tentar fazer sucesso na Inter de Milão.

Ainda no Futebol, o sub-23 foi extinto porque dava pouco retorno dentro de campo e um grande prejuízo. “Sobre o sub-23, temos um estoque de contratos longos e que estamos conseguindo emprestar ou dispensar. O sub-23 custa R$ 700 mil por mês, fora encargos. Quase R$ 1 milhão. Apenas o Pituca era do sub-23, o restante estava na base (dos que deram certo)”, disse Peres nas últimas semanas.

Vale lembrar que, no meio do ano, o Santos acertou a venda de Rodrygo ao Real Madrid por 45 milhões de euros – metade desse valor já foi depositado nos cofres do Alvinegro. Mesmo assim, a tendência é de que o Peixe encerre este ano com um déficit milionário não só por conta da gestão de José Carlos Peres, mas principalmente das anteriores, como a de Modesto Roma, que ficou na presidência até o fim de 2017.

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