Victor Ferraz, lateral-direito (Foto: Vítor Henrique / Santista Roxo)

Capitão do Santos, Ferraz relembra histórias descritas por Coutinho: “Viajavam 40h”

Capitão do Santos, o lateral-direito Victor Ferraz esteve presente no velório do ex-atacante Coutinho, realizado no Salão de Mármore da Vila Belmiro, nesta terça-feira (12). O camisa 4 classificou o ocorrido como “muito triste” e relembrou os momentos em que esteve ao lado do ídolo em eventos do Santos.

“É um momento triste, não só para o Santos, mas para o futebol brasileiro. Pegou a todos de surpresa. Mesmo não trabalhando, era presente em alguns momentos com a gente. Tive algumas oportunidades de estar junto em eventos do grupo, jantar, churrasco e convidávamos essa geração. Ia, contava histórias e falava como era diferente o futebol. Se hoje jogamos num time desse tamanho, com camisa tão pesada, é por causa dele e daquela geração”, disse o jogador em breve contato com a imprensa.

“Eu não tive oportunidade de ver o Coutinho jogando em si, mas conversei, escutei histórias. As que mais me chamam a atenção são as excursões. De como era diferente enfrentar viagens. Reclamamos de uma conexão, viagem de 10 ou 12 horas, viajavam 36, 40 horas para jogar no outro dia. Fica um exemplo muito grande e o mínimo era vir, dar uma força. Eu já orei pela família para que Deus possa consolar”, emendou.

Artilheiro do Santos na temporada, com oito gols marcados, Jean Mota chegou ao lado de Ferraz e também foi mais um a falar sobre a perda de Coutinho e classificou o ex-jogador como “espelho”.

“Uma perda muito grande, para nós e para o futebol. Um ídolo. Serve de espelho para muitos jogadores, inclusive para mim. Um ídolo, viemos prestar solidariedade às famílias. Acho que vai ficar eternizado, vi vídeos e todo mundo fala dessa parceria. É uma parceria que será lembrada para sempre”, desabafou.

Coutinho era um dos maiores ídolos da história do Santos, conhecido como o maior parceiro de Pelé dentro de campo. Terceiro maior artilheiro do Peixe, ele jogou entre os anos de 1958 e 67 no time da Vila Belmiro e marcou 368 gols em 457 partidas.

O ex-atacante conquistou seis títulos Paulistas, cinco Brasileiros, duas Libertadores e dois Mundiais de Clubes. Pela Seleção Brasileira, conquistou a Copa de 1962.

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