Base do Santos (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC)

O diamante precisa ser lapidado

O diamante precisa ser lapidado.

Li, por aí, que o Santos precisa pagar, até 31 de dezembro, 32 milhões de reais.

Justiça seja feita, o marqueteiro do Santos, conseguiu, neste ano, vários patrocínios.

Mas, mesmo tendo inúmeros patrocínios, isso é transitório, e para ter dinheiro no futuro, como o Santos fará?

 Vender atletas oriundo da Base!

A base vem salvando o Santos há muito tempo.

Então, deve ser tratada como um diamante bruto, com respeito, capacidade e para lapidar.

O diamante bruto é uma pedra “comum” que poucos conhecem. Por isso, deve ser lapidada até chegar a preciosidade que todos amam.

Assim é o atleta da Base.

Pode ser um diamante, mas, se não for bem lapidado se perderá por aí.

Acompanho futebol há muito tempo e percebi que atletas, não bem lapidados, se perdem.

O atleta “pedra bruta” a ser lapidado.

Como não é bem lapidado se perde por aí e quem perde é o Santos que na “pedra” investiu, mas, não lapidou.

E a lapidação deve ser feita com um sério trabalho psicológico também!

METODOLOGIA PAR: COMO GERAR RECURSOS PARA O CLUBE DE FUTEBOL ATRAVÉS DA PREPARAÇÃO DE ATLETAS.

A grande maioria dos clubes de futebol optam em valorizar funções de observadores técnicos e departamentos de análise estatística de desempenho para contratações, investindo altas somas de dinheiro em atletas que ao chegarem aos clubes ficam prejudicados na questão de adaptação ao novo ambiente e não atingem o rendimento observado em seu histórico de carreira. Isso é um fato corriqueiro nos clubes. O Santos FC, apesar de grande celeiro na revelação de atletas, há muito tempo deixa a desejar com relação a formação e revelação de atletas dentro de modelos econômicos competitivos, ou seja, revelar um número abrangente de atletas anualmente dentro de um perfil que se adapte na transição para o futebol profissional e gere a médio prazo o retorno financeiro ao clube, para que parte desse montante seja aplicado em um novo ciclo formativo de atletas e assim por diante.

As dificuldades financeiras dos clubes é algo perfeitamente solucionável dentro deste prisma estratégico de formação de atletas, onde é inibida ações de risco como as contratações aleatórias de atletas no mercado. O impacto que os custos com a formação de atletas exercem sobre o ativo das entidades desportivas são irrelevantes dentro da perspectiva do alto retorno financeiro na comercialização futura desses mesmos atletas. E a relação entre os custos com a formação dos atletas e a eficiência metodológica na preparação dos mesmos é um diferencial nesse processo formativo. Quanto mais preparado for o atleta para o enfrentamento de situações de competição, maior será sua visibilidade no mercado de negócios.

O psicólogo, pedagogo e ex-atleta Mario Rodrigues (Marinho), diretor e gestor do Método PAR, considera que a etapa de formação do atleta nas divisões de base dos clubes necessita ser melhor explorada. “Ao longo dos anos de minha carreira desportiva e como gestor do Método PAR, pude comprovar através de estudos e pesquisas que é possível obter a regularidade de rendimento dos atletas, desde que um novo hábito de prática seja adotado, assim como garantir uma formação que possibilite uma ascensão na carreira desportiva, como também torná-los cidadãos bem informados, ativos e participativos na sociedade.

O aspecto formativo é muito relevante no desenvolvimento das carreiras dos jovens atletas. Tentamos entender os motivos pelos quais determinados atletas se sobressaem sobre outros, como também carreiras que não evoluem por motivos desconhecidos. No Santos FC tivemos alguns casos típicos, alguns que chegaram na mídia com mais intensidade, como por exemplo os casos dos atletas Jean Chera e, recentemente, do Diogo Vitor. Cada um com suas particularidades e suas histórias pessoais de vida, não tiveram uma evolução esperada em suas carreiras.  O primeiro caso, um atleta com uma habilidade acima da média dos demais atletas da época, ganhou notoriedade na mídia, assinando um contrato de patrocínio com a fornecedora de material esportivo Umbro com apenas 12 anos de idade.

Porém, a gestão de sua carreira não foi bem administrada e gerou muitos conflitos de ordens diversas, gerando sucessivos fracassos. O segundo caso, também de grande importância e repercussão, mobilizou igualmente a mídia. Sempre tratado como uma “jóia” da base, acumulou seguidas dificuldades de adaptação no clube. Internamente, as tentativas de reverter a situação não foram eficazes. No dia 21 de março deste ano, após jogo contra o Botafogo-SP, foi flagrado em exame antidoping, tendo sido identificado uma substância presente na cocaína. Recentemente foi julgado pelo TSJDA (Tribunal Superior de Justiça Desportiva Antidopagem) e punido com dois anos de suspensão. O esporte é uma carreira diferenciada das demais pela exposição e cobertura excessiva da mídia, onde o atleta tem que conviver com a paixão e a cobrança popular. Toda essa atmosfera repercute no desenvolvimento pessoal e os alicerces estruturais do trinômio família x personalidade x religiosidade precisam estar bem sólidos, salienta Rodrigues.

Quanto ao aspecto esportivo, mais do que nunca se faz necessário o desuso de comportamentos que nada contribuem para a melhora da qualidade do espetáculo do futebol como a superstição e enfrentamento ao oponente por imposição. O comportamento supersticioso jamais será um atributo de desempenho e não tem base científica para tal, assim como a imposição verbal dentro de uma prática futebolística jamais exercerá uma contribuição nos resultados porque a observância de movimentos técnicos é algo real, palpável e controlável. Portanto, é chegada a hora de um padrão de comportamento esportivo ser adotado no futebol. Isso passa necessariamente por um movimento cultural, fazendo o atleta entender um novo ângulo esportivo de pensar o futebol. E a premissa

“nem tudo que faço revela mérito próprio. Tudo depende de como meu oponente enxerga as oportunidades de me controlar. Posso ter por vezes mais facilidades ou mais dificuldades”, caracteriza-se como uma verdade absoluta não só no âmbito esportivo, como também oferece um sentido mais filosófico e pleno à vida.

Esse entendimento filosófico garante a excelência na performance, além de explicar as variações de resultados entre equipes de porte estrutural diversas. Essa combinação de resultados não esperados é motivada pela falta de controle científico da performance esportiva”. Pedagogicamente, o raciocínio é peça importante no aprimoramento da técnica e do controle emocional, segundo os princípios científicos do Método PAR. “Todas as ações motoras e técnicas têm sua origem primária no pensamento. É possível controlar o desempenho e os resultados. O Método PAR vai além da psicologia tradicional e trata a regularidade de rendimento integrando os conceitos práticos do futebol com a psicologia e a pedagogia, estabelecendo em suas diretrizes a adoção do Princípio da Previsibilidade, exercida pela ação do pensamento”.

A montagem do 1° Centro de Estudos e Pesquisas do Comportamento e Movimento do Atleta de Futebol no Santos FC em 1987 foi o início de uma grande jornada científica, que culminou no prosseguimento do trabalho no Orange FC (Los Angeles-USA) em 1989.

De retorno ao Brasil, o campo de atuação selecionado foi o tênis de campo. “Sem sombra de dúvida, a complexidade desta modalidade que pratiquei por muitos anos me proporcionou extrair os aspectos necessários para a formulação do Método PAR, enfatiza Mario Rodrigues. Esse período foi importante para mostrar que a teoria deve caminhar sempre ao lado da prática. Todo convencimento científico deve passar por essa integração. Teorias isoladas não são nada dentro de um contexto de prática, assim como a prática não é nada se não houver uma metodologia que dê respostas às dúvidas e questionamentos.

Existem duas forças antagônicas no futebol e em todas as modalidades esportivas, que são interdependentes: a previsibilidade e a imprevisibilidade. Para que uma funcione a outra precisa estar presente. Só é possível prever um movimento de um oponente quando conheço a imprevisibilidade de seus movimentos, ou seja, sua criatividade. Como a criatividade tem um aspecto intrínseco, não aparente, varia de pessoa para pessoa, para que eu possa decifrar os movimentos de um oponente através da previsibilidade é necessário que o raciocínio se apodere do ambiente para que eu obtenha o controle do meu rendimento, ressalta Mario Rodrigues.

Nesse cenário, a criatividade deve ocupar sempre um lugar de protagonista na arte de jogar. Além disso, outro fator relevante é controlar-se mentalmente quanto a emoções que procuram espaço nesse processo. A emoção é a grande vilã de um atleta. Interfere diretamente nos processos físicos e técnicos, alterando padrões de desempenho. A frieza, caracterizada pela racionalidade, proporciona, maior capacidade de lidar com as situações do jogo. O que gera falhas técnicas não é a falta de treinamento e, sim, o descuido na percepção do ambiente e a perda da previsibilidade do pensamento ocasionada pelo desgaste físico e pelo fato emocional que ocupa o pensamento do atleta. A maior dificuldade da área técnica de um clube de futebol é tentar explicar a razão pela qual um atleta enquanto titular rende de uma forma num determinado jogo e de outra maneira em outro jogo. Fica a pergunta: se o atleta conhece previamente os fundamentos técnicos, qual a razão de oscilar seu desempenho? Simples, falta ao atleta aprimorar como conduzir seu pensamento, uma autogestão voltada para o controle dos movimentos.

Afinal, se o atleta de futebol conhece a técnica como dizem, qual a causa real da oscilação de rendimento? Simples:

1) o atleta não domina a técnica, apenas a conhece;

2) o atleta não controla a pressão e a ansiedade porque é exigido dele a obrigação de vencer ou não perder;

3) o atleta não consegue atuar no estágio de tempo da previsibilidade / pós-presente;

4) o atleta não “mede forças” com o oponente com as estratégias corretas.

Outro dado científico interessante é com relação às substituições de atletas dentro de um jogo: elas são motivadas por deficiência técnica, porém o que causa o declínio técnico é o desgaste físico, que prejudica o funcionamento do raciocínio e, consequentemente, compromete o desempenho técnico. Portanto, substituições são sempre saudáveis, independente de comparações de talentos entre os atletas. Existe um equilíbrio muito acentuado em performance esportiva.

O pensamento é um avaliador da realidade, modela o mundo para lidar com ele. O método PAR denomina esse processo de avaliação do jogo como “pensamento formativo”, onde na parte superior de seu corpo mental forma-se uma pequena imagem do objeto, que flutua em frente ao seu rosto, ao nível dos olhos.

Quando esse objeto não faz parte de situações de jogo chamamos de “resíduos emocionais de véspera de jogo”, ou seja, acontecimentos ou preocupações que ocupam o pensamento do atleta e inibem o desempenho. A única forma de controlar desempenho e de criar imagens ou etapas de rota que o atleta tem que percorrer é atuando no estágio pós-presente do pensamento, que é a previsibilidade, ou seja, antecipar sistemática e continuamente cenas de jogo que pretende executar.

Outro aspecto relevante é o excesso de treinamentos semanais e de véspera de jogos que desgastam o raciocínio, ocasionando um aumento das falhas técnicas como passes, chutes e, essencialmente, a atividade mental de perceber-se no espaço da prática. Todo conhecimento adquirido já está muito bem acomodado, não há necessidade de tanta repetição de movimentos já aprendidos. Dinâmicas de grupo semanais são muito mais essenciais, tanto para que os atletas se conheçam melhor, como principalmente, para abordar questões de relacionamento no grupo.

Como o futebol envolve relacionamento e confronto de forças, a maneira como o atleta se relaciona em campo com membros da sua equipe, seus oponentes e o árbitro, torna-se essencial que o mesmo compreenda que nutrir sentimentos de raiva pode prejudicar toda uma preparação prévia de um jogo. Esse sentimento de raiva geralmente nasce da falta de confiança que o atleta tem. Se denominar com menos capacidade ou autossuficiente provoca invariavelmente um desequilíbrio no processo de busca da regularidade de rendimento. Nesse caso, quando o atleta é superado pelo oponente gera no mesmo um desconforto e desequilíbrio emocional. Os conflitos de prática são sempre originários dessa relação entre o que consigo realizar e o que me permitem realizar. Nenhuma situação de jogo é estática, definitiva, ela é sempre modificável. Cabe a cada atleta aceitar a condição ou modificá-la.
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Efemérides

do dia

9 de novembro

a) 1944 nasceu Torquato Neto, poeta, faleceu em 1972.

c) 1964 morreu Cecília Meireles, poetisa, nasceu em 1901.

d) 1983 morreu Altemar Dutra, nasceu em 1940.

Dia do Radiologista.

Parabéns a esses grandes profissionais.

Liturgia Católica

Santo Orestes
Século IV.

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